Thor — O encontro entre magia e ciência

O quarto filme produzido pela Marvel Studios veio com a missão de introduzir a magia e os deuses em mundo de heróis regidos pela ciência.

Thor
Kenneth Branagh
Marvel Studios, Abril de 2011

Eu preciso ser honesto com vocês: Thor é o personagem que eu menos gosto dentro do Marvel Universe. Eu sempre tive uma grande dificuldade de me conectar com sua mitologia e de coloca-lo entre os outros heróis, frutos da ciência. Surpreendentemente depois de anos, ao rever o filme para essa maratona, acabei entendendo melhor e simpatizando um pouco mais com a obra e com o personagem.

O filme veio com o desafio de nos apresentar uma nova cultura, abrir a mente dos fãs para novas possibilidades e principalmente incluir a magia em um mundo regido pela tecnologia. Aqui entendemos que, o que chamamos de magia e ciência, para os Asgardianos são uma coisa só.

Thor, o Deus do Trovão, é um dos filhos de Odin e sucessor no trono de Asgard. Essa linhagem de guerreiros é responsável por proteger os nove mundos, incluindo a Terra, onde nossas antigas civilizações os viam como Deuses, lhes atribuindo títulos e lendas. Para a S.H.I.E.L.D. os Asgardianos são uma raça alienígena e uma possível ameaça. É sobre essas duas interpretações de um mesmo povo que é fundamentada a presença deste personagem.

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Um guerreiro destemido, impulsivo e irresponsável, essas são as características de Thor, interpretado por Chris Hemsworth. Ao desafiar e quebrar a trégua com os Gigantes de Gelo, Thor é banido para a Terra por Odin (Anthony Hopkins) e tem de se provar para recuperar o martelo Mjölnir e seu poder. Na Terra, ele conhece Jane Foster (Natalie Portman), que estuda os fenômenos causados pela Bifrost, a conexão entre os mundos e as dimensões. Em Asgard, Loki conspira pelo trono. Loki o irmão de Thor, interpretado por Tom Hiddleston, acaba roubando a cena. Sua personalidade imprevisível e totalmente oposta de Thor, fazem dele um dos vilões mais icônicos da Marvel.

A S.H.I.E.L.D. também marca presença ao rastrear os fenômenos que trazem Thor a Terra e tentam isolar o Mjölnir. Aqui, a presença do Agente Coulson e a breve primeira aparição do Gavião Arqueiro, acabam melhorando um pouco os fracos momentos que se passam na Terra.

A ação não traz nada de espetacular ou memorável e nem os guerreiros de Asgard e seus bons visuais de RPG são capazes de salvar o filme do esquecimento. Mas o maior problema do filme ainda são os momentos na Terra. O que dizer daquele núcleo de personagens desinteressantes, do Destruidor enviado por Loki e daquela merda de cidade cenográfica?!

No fim das contas, o filme cumpre suas missões, introduz os elementos necessários para esse universo e tem um bom desenvolvimento para os personagens centrais Thor e Loki. É uma pena que acabe fazendo isso tudo sem a emoção e pegada de um filme de herói, o que faz dele um filme divertido, mas esquecível.

Cena Pós Créditos: Dr. Selvig e o Tesseract

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Acho que vale a pena dar uma olhada!

Essa cena foi importante para mostrar como o Dr. Erick Selvig e a S.H.I.E.L.D começaram a estudar o Cubo e como Loki chega até ele em Vingadores.

 

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