Precisamos falar sobre Sopranos

Sem Tony Soprano não haveria Breaking Bad, Mad Men e peitos na HBO.

O Titulo deste post na verdade é algo bem narcisista, pois quando digo que precisamos falar sobre Sopranos, quero dizer que EU preciso falar sobre Sopranos. Terminei a série recentemente e ainda estou curtindo aquela mistura de hype e depressão de quando terminamos de ver algo tão legal e ficamos lendo, assistindo e consumindo tudo relacionado a série.

Mas esse post não é para falar dos personagens, das cronicas de um mafioso do século XXI ou da máfia italiana em New Jersey. Também não é para falar em quantas mulheres o Tony carcou durante a série (acreditem, isso realmente daria um post especial). Esse texto é para falar sobre o que foi Sopranos para a TV e porque devemos tanto a ela.

Esse é um assunto interessante pra mim. Aprendi muito mais ao longo das 6 temporadas de Sopranos do que ao longo dos 6 Semestres de Radio e TV que cursei. (Como todo curso de humanas, serve pra porra nenhuma essa merda).

The Sopranos estreou em 1999 e pode ser descrita como: “cronicas de um mafioso”. O protagonista é Tony Soprano, chefe da mafia em New Jersey.

Pra começar, essa caralha ganhou o prêmio de série mais bem escrita de todos os tempos pelo sindicato dos roteiristas norte americanos. Não é pouca merda não meus amigos.

O diferencial de The Sopranos é que, até então não tínhamos personagens tão dúbios na TV. Todos eram meio que preto no branco, bons ou maus. Não possuíam, ou não conhecíamos, seus conflitos internos, suas duvidas e desvios. Tony Soprano pode ser chamado de o primeiro “Homem difícil” da televisão. Nenhuma série tinha tido a coragem de mostrar um criminoso como um pai de família, voltando pra casa e enfrentando problemas comuns.

Outra grande inovação da série, é pegar um tema tão explorado como a mafia e tirar o seu glamour. Não é Nova York, é Jersey. Não é a família Corleone ou os Tattaglia, é a segunda divisão da mafia tentando sobreviver na fase mais decadente da organização (e da humanidade), o século XXI.

Os personagens não são semideuses, intocáveis e poderosos. São um bando de malucos, fudidos e sangüinários, enfrentando problemas de homens comuns, como caganeira, câncer e filhos adolescentes.

sopranos2

Seu criador David Chase, planejou Sopranos para o cinema, pois não havia algo do tipo na televisão. Mas Chase como um cineasta frustrado, acabou vendendo a ideia para a HBO, que na época era qualquer merda. Provavelmente eles não sabiam que estavam revolucionando, que graças e eles teríamos o capricho, profundidade e qualidade dignos do cinema, trazidos para a televisão.

Os personagens, a violência, as mortes realistas e as ousadias no roteiro, além dos peitos, é claro, fizeram da HBO o que ela é hoje. Firmaram o gênero Drama na TV, o formato de 13 episódios por temporada, nos apresentaram personalidades fortes e duvidosas, como Tony, e deram inicio a Era de ouro das Séries na TV.

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